“A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.”
“Eu tinha apenas 16, e já achava que sabia demais. Tudo que eu tinha era um quarto, e o dinheiro dos meus pais, e alguns amigos que, cabiam numa mão.”
“É impressionante como a gente pode causar estragos, mesmo tendo boas intenções.”
“– Sabe – ela me interrompe – … se você pudesse me resumir em uma palavra, qual seria?
– Encrenca.
– Não, sério.
– Nunca falei tão sério.”
“Não é drama e nem exagero. Sou eu.”